Esta BD da minha autoria foi publicada na edição de Fevereiro do boletim informativo da associação "Solidareidade Imigrante" com sede em Lisboa.13/05/09
Pela residência morre o imigrante
Esta BD da minha autoria foi publicada na edição de Fevereiro do boletim informativo da associação "Solidareidade Imigrante" com sede em Lisboa.24/01/09
Moliterni deixa BD de luto
Foi com imensa tristeza que recebi a notícia do falecimento, 21 de Janeiro de 2009, aos 76 anos, do escritor francês Claude Moliterni, figura incontornável da BD franco-belga, a poucos dias do início do Festival de Angoulême de que foi um dos três fundadores em 1974.Moliterni foi figura habitual nos últimos Festivais de BD da Amadora, sendo, no do ano passado co-comissário da exposição central da 19ª edição do FIBDA, sob o tema BD e Ficção Científica.
Romancista sob diversos pseudónimos antes de se dedicar à Banda Desenhada e depois argumentista de BD, dirigiu as redacções de diversas publicações: Pogo-Poco (1969-71), Les Pieds Nickelés Magazine (1971-72), le mensuel Lucky Luke (1974-75), Captain Fulgur (1980-81). Foi ainda director de redacção da Pilote e da Charlie Mensuel (1973-89).Assinou diversos livros sobre Banda Desenhada, como “L’Histoire Mondiale de la Bande Dessinée” (Horay, 1980), “Dictionnaire Mondial de la Bande Dessinée” (Larousse, 1994-1998), ou o “BD Guide 2005” (Omnibus). Concebeu numerosas exposições, como a famosa “Bande Dessinée et Figuration Narrative” no Museu de Artes Decorativas em Paris.
Moliterni foi impulcionador do “ICON” (International Comic Organization), o 1º Congresso Internacional de Banda Desenhada, que ocorreu em abril de 1972, em Nova York. Juntando na ocasião, nomes de referência como Hergé, Druilet, Emílio Freixas, Harvey Kurtzman, Neal Adams, Stan Lee, Jayme Cortez e Mauricio de Sousa, entre outros.
Biografia completa no site do autor: http://www.claudemoliterni.com/
18/01/09
Popeye sopra 80 velas
Ar ridículo, problemático e consumidor voraz de espinafre, Popeye fez 80 anos, neste sábado, 17 de Janeiro. O popular personagem nasceu do lápis do ilustrador americano Elzie Crisler Segar que publicava pela primeira vez, no "New York Journal", numa série já com 10 anos, intitulada "Thimble Theatre" (O pequeno Teatro). Por isso, em 1931, a tira foi rebatizada "Timble Theatre Starring Popeye".A partir de 1925, a série ganhou uma prancha dominical colorida, na qual Segar pode explanar o seu sentido de espectáculo e desenvolver narrativas longas, que combinavam cenários rurais e marítimos, a sede de aventura, a superstição, a magia e o medo do desconhecido.
“Segar continuaria a desenhá-lo até falecer, a 13 de Outubro de 1938, tendo Popeye prosseguido nos lápis de outros desenhadores, mas já sem os laivos de genialidade e provocação que Segar conferira à série”, sublinha Pedro Cleto, critico de BD no diário português Jornal de Notícias. Entre os continuadores, destaca-se Bud Sagendorf, genro e assistente de Segar desde 1932, que a "retomou com outros desenhadores até se tornar o seu principal responsável, de 1958 até à sua morte, em 1994". Desde então, o marinheiro de braços tatuados, com cachimbo no canto da boca, tem sido desenhado por Hy Heisman.
Em 1933, os estúdios Max Fleischer juntavam Popeye e Betty Boop no breve tempo de um desenho animado, para, em seguida, desenvolverem uma série com o marinheiro, que, até hoje, já protagonizou mais de 750 animações, na qual foi cimentada a sua actual imagem de marca: a força dependente dos espinafres.
Nos anos 60, foi a estrela de uma série televisiva e, em 1980, chegou ao grande ecrã, numa película dirigida por Robert Altman, que revelara Robin Williams, como Popeye, contracenando com Shelley "Olive" Duvall.
Desde o passado dia 1 de Janeiro, deste ano, Popeye passou ao domínio público na Europa, ou seja, qualquer pessoa pode utilizá-lo nos suportes que desejar (como jogos, camisolas e bonecos, não podendo chegar aos Estados Unidos da América), sob pena de incorrer em violação. Isto porque, a lei europeia considera que os direitos de autor caducam 70 anos após a morte do criador. Ao contrário dos EUA, onde chega aos 95 anos, após a data da criação, ou seja, a imagem de Popeye continua protegida lá, até 2024.
Para os especialistas, Popeye abre uma discussão sobre a forma de gerir uma normas que, no futuro, deverá atingir também personagens clássicos como Betty Boop, Mickey, Super-Homem, entre outros.
17/01/09
Asterix no centro da polémica
A filha de Albert Uderzo, co-criador com o argumentista René Goscinny, da célebre personagem da BD “Asterix”, acusa uma série de “conselheiros obscuros” de convencerem o seu pai de 81 anos, a vender os seus 60 por cento da editora de aventuras do pequeno e corajoso gaulês, noticiou o diário português “Público” na sua edição de sexta-feira, 16 de Janeiro.Segundo Silvye Uderzo citado pela BBC, a continuação da série de BD com a editora “Hadchette Livre”, vai trair o espírito guerreiro. Muitos fã dizem que os últimos livros tem argumentos de fraca qualidade.
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